O balanço da Sercomtel fixa e celular foi considerado altamente positivo pelo presidente da empresa, Francisco Roberto Pereira. ‘‘O mercado de telefonia está extremamente competitivo. Todas as operadoras investiram muito para antecipar as metas traçadas pela Anatel (Agência Nacional de Telefonia)’’, comenta Pereira, acrescentando que não foi diferente com a Sercomtel, que esteve entre as primeiras operadoras a atingir os objetivos.
A Sercomtel Celular ainda foi alvo de um plebiscito realizado ano passado, no qual a população votou pela não privatização da empresa. Embora a direção da Sercomtel e a prefeitura contassem com a venda da empresa, Pereira descarta que o fato tenha levado a uma demora na tomada de decisões para conquista de mercado. ‘‘Agimos rápido, reposicionamos a Sercomtel, fizemos campanhas agressivas’’, conta ele. Hoje, a Celular conta com cerca de 70 mil clientes e a fixa, cerca de 150 mil.
A Sercomtel Celular teve um resultado em 2001 pouco superior ao de 2000, impulsionado pela recuperação de um crédito que tinha com outra operadora de cerca de R$ 2 milhões.
Para este ano, no que se refere à telefonia fixa a Sercomtel pretende ampliar seu raio de ação. Como conseguiu antecipar as metas e obteve autorização da Anatel para atuar em outras localidades, a empresa estuda o mercado para definir em qual cidade pretende iniciar a operação.
Na telefonia celular, a meta para este ano é reduzir para zero a área de sombra (locais onde o celular não pega), hoje em cerca de 2%. Em breve, será instalada uma nova antena na região do Três Bocas, para onde também será levada a telefonia fixa.
Até o final deste mês, o Conselho de Administração e o Conselho Geral de Acionistas devem se reunir para definir em que será aplicado o lucro do exercício de 2001. (B.B.)

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