Os trabalhadores devem enfrentar grandes dificuldades nas negociações com os patrões para repor as perdas salariais nas suas datas-base neste semestre. A previsão é do coordenador-técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Wilson Amorim.
Conforme Amorim, o racionamento de energia, a instabilidade no câmbio e o aumento da taxa de juros básicos, por conta da crise da Argentina, atingiram as empresas de diferentes formas, trazendo um cenário de incertezas para a economia.''Por conta disso, a manutenção do emprego deverá ganhar espaço nas negociações no lugar dos reajustes'', diz.
Mesmo nesse quadro adverso, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, diz que os sindicatos das categorias com datas-base a partir de setembro devem ser ousados em suas reivindicações. ''Com ou sem reajuste salarial, se tiverem de demitir, os patrões vão demitir.''

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