Criadora de réplicas de jóias e proprietária de duas lojas no setor em Londrina, Juliana Swarça está satisfeita com a evolução desse mercado. ‘‘As mulheres hoje vão atrás de beleza, estilo. Não se preocupam se o que estão usando é verdadeiro ou não, desde que haja qualidade’’, avalia a empresária, que começou vendendo semi-jóias há 15 anos nas casas das clientes, algum tempo depois passou para réplicas e há dois anos abriu sua primeira loja.
  ‘‘Sempre tive uma clientela elitizada e vi aí a possibilidade de trabalhar com réplicas que agradassem mulheres de bom gosto’’, diz Juliana. Ela observa que a maioria das mulheres hoje não tem mais preconceito de assumir que usa réplica. Entre suas clientes, existem as que nunca usaram peças verdadeiras, as que deixaram de usar jóias e as que ficam entre as duas opções.
  ‘‘Antigamente, as mulheres se contentavam em usar um único brinco (verdadeiro) para diversas ocasiões. Hoje, com a modernidade, os brincos grandes são tendência, e não precisam ser verdadeiros’’, compara.
  A empresária informa que as réplicas que produz são ‘‘inspiradas em jóias verdadeiras’’ e feitas em prata com banho de ouro e fino acabamento. ‘‘São diferentes das semi-jóias, que são geralmente em latão banhado a ouro ou prata, e não podem ter tamanho ou cor modificados’’, explica.
  Dos produtos que Juliana comercializa, 70% são criações próprias. O forte são anéis e brincos com a utilização de pedras brasileiras. ‘‘Usamos prata 950 com vinte milésimos em ouro, além de pedras brasileiras verdadeiras e cristais tingidos e lapidados’’, explica. Alguns exemplos de pedras são topázio, onix, ametista, esmeralda, ágata, olho de tigre, rubi, pérola, zircônia, entre outras.
  Os preços ficam em média 10% do valor de uma jóia verdadeira, segundo a empresária. Um anel feito em prata e banhado a ouro, com 245 pedras de zircônia, custa R$ 790. A jóia que inspira a peça, produzida em ouro, com pedras de brilhante, pode valer mais de R$ 7 mil, conforme Juliana. (G.M.)

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