Durante dois dias foram apresentadas novas tecnologias para os cinco setores que integram o ecossistema de inovação de Londrina e como as empresas podem transferi-las aos negócios
Durante dois dias foram apresentadas novas tecnologias para os cinco setores que integram o ecossistema de inovação de Londrina e como as empresas podem transferi-las aos negócios | Foto: Gustavo Carneiro


Mais de 600 pessoas participaram da 6ª edição do ECO.TIC, evento de Tecnologia da Informação e Comunicação, que terminou nesta quarta-feira (31), no Parque Governador Ney Braga, em Londrina. Durante dois dias foram apresentadas novas tecnologias para os cinco setores que integram o ecossistema de inovação de Londrina e como as empresas podem transferi-las aos negócios.

O planejamento do ecossistema de inovação de Londrina elencou a cadeia do agronegócio, TIC, químicos e materiais, eletrometalmecânico e saúde como as áreas prioritárias com potencial de inovação. Recentemente, a construção civil também foi incorporada no ecossistema.

O ECO.TIC veio para consolidar as discussões realizadas pelos setores. "A nossa intenção é replicar o conhecimento adquirido para os outros setores. A inovação é o guarda-chuva de outros segmentos", comentou Danubia Milani, coordenadora do Projeto Estratégico de TIC e consultora do Sebrae.

Os APLs (Arranjo Produtivo Local) de TIC e saúde estão com sua governança estruturada há mais de uma década. Os setores eletrometalmecânico e químico e materiais estão com o processo avançado; e agronegócio e construção civil se organizam na elaboração da governança.

AGENDA ÚNICA
O presidente da Cintec (Central de Negócios) do APL de TIC, Ronaldo Couza, afirmou que com a união dos setores Londrina tem potencial de crescimento. "Precisamos ter uma agenda única, saber o que os outros setores estão fazendo", afirmou. "Acredito que o diferencial desta edição é a incorporação de outros setores e de mindset para a área de tecnologia", completou Milani.

Couza reforçou que o setor produtivo precisa deixar o modelo convencional de lado e abrir-se às novas tecnologias para conquistar novos mercados.

A machine learnig, que trabalha com o reconhecimento de padrões e teoria do aprendizado computacional em inteligência artificial, foi um dos tópicos apresentados durante o ECO.TIC como exemplo de tecnologia para automação e otimização de processos industriais. "Os robôs vão assumir os processos de linha de produção e ao ser humano caberá o trabalho estratégico pensante", disse a consultora do Sebrae.

O setor eletrometalmecânico participou do evento com uma questão em mente: onde podemos chegar? A afirmação foi do presidente do Sindimetal Norte (Sindicato das Indústrias, Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos do Norte do Paraná), Valter Orsi. "Existe o despertar da indústria de agregar a tecnologia para o desenvolvimento de produtos competitivos e essa transferência de conhecimento é um ganho em todos os setores. Esse é um ambiente que mexe com todos", avaliou Orsi.

O presidente do Sindimetal enfatizou que para o desenvolvimento do ecossistema é fundamental a aproximação do setor produtivo e da academia. "A academia precisa se aproximar do setor produtivo e as empresas precisam se abrir para a academia."

ALÉM DA TECNOLOGIA
O evento se encerrou com a palestra "Empreendendo na era digital", com o head global SMB da VTEX, Alfredo Soares. "Quero quebrar o paradigma que inovação é tecnologia. Inovação é mudar o processo de produção. As tendências mudam muito rápido e o empreendedor não deve se preocupar com o que faz e sim para quem faz", disse.

Ele deu dica de como usar o mindset e as ferramentas digitais certas para alavancar o negócio. "Costumo dizer que as pessoas não podem querer vender pela internet, mas usar a internet para vender", afirmou. Ele enfatizou que não se pode esperar o momento "eureka" para inovar. "Ele não existe. O empreendedor precisa estar atento às janelas de oportunidade", ensinou.

Publicitário, Soares criou a Xtechcommerce, plataforma de criação de lojas virtuais, com 45 mil lojas e faturamento de R$ 500 milhões. Ele também desenvolveu o Socialrocket, plataforma de interação do Instagram com ferramentas de vendas na internet. A plataforma tem 155 mil usuários em sete países.

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