Campina - A Refinaria de Paulínia (Replan) paralisa a partir de hoje uma de suas unidades de refinamento, que processa metade dos 54,2 milhões de litros de combustíveis por dia na unidade.
A interrupção acontecerá por 52 dias e vai servir para aumentar a capacidade de produção de 27 milhões para 30 milhões de litros produzidos diariamente na unidade de destilação atmosférica e a vácuo (U200-A).
De acordo com a coordenadoria de comunicação da Replan, a produção de diesel e gasolina será reduzida em 40% e 15%, respectivamente. O mercado atendido pela empresa, garante a coordenação, será abastecido normalmente durante a interrupção.
Os combustíveis serão transferidos de outras refinarias para Paulínia por meio de dutos, ou serão importados, no caso do diesel. A Replan atende ao interior de São Paulo, à região Centro-Oeste do País e parte de Minas Gerais.
O investimento nas melhorias e na manutenção da unidade de destilação atmosférica é de US$ 50 milhões.
Para 2005, a direção da Replan planeja a ampliação da outra unidade (U200) de destilação a vácuo, que processa 27,2 milhões de litros, produção que deve chegar a 30 milhões de litros por dia.
Até o final de 2003, a Replan deve colocar em funcionamento outras duas unidades de refino, uma de óleo diesel e outra de coque (produto sólido que substitui o carvão vegetal e é utilizado em grande escala pelas siderúrgicas).
Empregos - Segundo a coordenação de comunicação, 1,4 mil pessoas estão trabalhando na ampliação desta primeira unidade, mas o número deve chegar a 2 mil. Com as duas novas unidades, até o final deste ano, a quantidade de empregos gerados temporariamente dentro da empresa deve chegar a 4 mil.
A refinaria é a maior do Brasil, com o processamento de 20% de todo o petróleo nacional. São 900 milhões de litros de diesel e 400 milhões de litros de gasolina produzidos mensalmente.
No ano passado, o faturamento da Replan foi de R$ 19 bilhões, contra R$ 16,2 bilhões em 2001. O total de investimentos para este ano é de R$ 429 milhões.

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