Agência Folha
De São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo não se abalou com a divulgação da segunda prévia do IGP-M e registrou alta de 2,14%. O volume financeiro também melhorou. A Bovespa girou R$ 712,072 milhões, 21,95% a mais do que anteontem. O índice de inflação foi divulgado cerca de uma hora antes do fechamento da Bolsa, que manteve sua trajetória de alta.
A explicação foi que a possível reação a uma alta inflacionária já havia participado da composição dos preços de terça-feira, quando a Bolsa caiu 2,4%. Ontem, o mercado iniciou o dia na expectativa da divulgação do índice, que, segundo análises preliminares, poderia chegar a 2%. À tarde, consultoras financeiras divulgaram que o dado deveria variar entre 1,6% e 1,8%, com tendência de queda em dezembro.
Para operadores, a divulgação dos índices de inflação não é um problema para o mercado de renda variável. Se a taxa de juros não subir, para acompanhar a inflação, a Bolsa acaba virando um grande hedge (proteção) de ativos, atraindo novos investidores. Isso explicaria a migração de recursos verificada nos últimos dias, dos fundos de renda fixa para os fundos de ação.
Um dia depois da intervenção do Banco Central, o mercado de câmbio ficou tranquilo ontem. O dólar comercial apresentou queda de 0,10% em relação a anteontem. Poucos negócios, porém, foram realizados. A moeda foi comercializada a R$ 1,929, para venda.
Mantendo sua política de alongamento da dívida pública, o Tesouro promoveu um leilão de R$ 1 bilhão de LTNs (Letras do Tesouro Nacional), com vencimento em seis meses. Os papéis são prefixados (pagam juros determinados no momento da venda). Os juros médios pagos ontem foram de 22,72%. A Selic (taxa de mercado) está em 19%. Na semana passada, os juros médios ficaram em 21,13% ao ano.

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