São Paulo - Em 2004, boa parte da inflação ao consumidor teve como origem os preços administrados. Reajustes de gasolina, energia, telefone, plano de saúde, taxa de água e esgoto e álcool representaram 1,88 ponto percentual da variação de 6,27% do IPC.
Uma outra preocupação do BC, o nível de repasse dos aumentos do atacado para o varejo, está contido, avalia Salomão Quadros, da FGV. Segundo ele, em 2004, reajustes ficaram ''represados em alguns elos da indústria e chegaram com uma menor intensidade no varejo''. Prova disso, diz, é que os preços de bens intermediários (utilizados na fabricação de outros itens) subiram numa proporção muito maior do que os produtos finais, o que indica baixo nível de repasse. Para 2005, a situação deve se repetir: ''Os repasses serão novamente localizados e a conta-gotas''.
Já Sant'Anna afirma que ainda persistem dúvidas se o reajustes dos intermediários têm fôlego para ''contaminar'' outros produtos. Por isso, diz, o BC deve manter o conservadorismo na política monetária leia-se: juros mais altos.
No atacado, os intermediários (aço, papel, plásticos, combustíveis e outros) aumentaram 25,84%, enquanto os bens finais (veículos, eletrodomésticos, roupas etc) registraram uma alta bem menor -11,70%. (Folhapress)

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