Repasse não será imediato em Foz, dizem revendedores
Os proprietários de postos de combustíveis devem aguardar pelo menos um dia para mudar os preços nas bombas em Foz do Iguaçu. Além de haver concorrência entre os 49 estabelecimentos da cidade, os empresários contam ainda com uma briga desigual junto aos revendedores paraguaios, onde o litro da gasolina chega a ser vendido até R$ 0,38 mais barato, ganhando a preferência do consumidor.
Para o empresário e representante do Sindicombustíveis-PR em Foz, Walter Venson, a reação ao anúncio do governo federal de reajuste não deve ser imediata. ''Também não sabemos ainda qual será o índice repassado pelas distribuidoras. Teremos uma projeção somente amanhã (hoje)'', explicou Venson, lembrando que o aumento pode girar entre os 5% (1% acima do índice médio divulgado), ''devido às despesas acumuladas nas últimas semanas''.
O empresário destacou que houve aumento de salário para os frentistas depois do dia 30 de agosto (convenção coletiva). A liberação do diesel influenciou o preço do frete das empresas que transportam combustível.
Os postos de Puerto Iguazú na Argentina, segundo o representante do Sindicombustíveis, só não estão competindo com os revendedores nacionais, porque o dólar subiu consideravelmente depois do ataque terrorista contra os Estados Unidos, empurrando também para cima a cotação do peso argentino na fronteira. (Emerson Dias, de Foz do Iguaçu)





