Repasse ao consumidor
Consumidores brasileiros já estão sentindo no bolso as consequências da alta no preço do milho. O cereal é utilizado como ração para o frango, que, por isso, está custando 25% mais caro nos supermercados. Segundo Dilvo Grolli, presidente da Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel), o insumo subiu 36% de julho a outubro. '' As indústrias ainda estão trabalhando no prejuízo. Por isso, o frango deve subir mais 10% até o final do mês'', disse.
Os alimentos derivados de milho para consumo humano também subiram 42% no último ano. A informação é de Nelson Kowalski, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Moageiras de Milho (Abimilho). '' O milho se tornou mercadoria de exportação e a indústria nacional é obrigada a acompanhar o mercado'', analisou.
Segundo ele, outro fator que elevou os preços dos produtos industrializados é a dificuldade para importar o grão. ''Além do dólar caro, a legislação brasileira só permite importar se houver garantia de que não se trata de milho transgênico. Hoje em dia, está difícil encontrar produto com essas características no mercado'', comentou.
Kowalski informou ainda que o volume de processamento de milho, no Paraná, reduziu de 1,4 milhão de toneladas para um milhão de toneladas. ''Por outro lado, a alta do trigo aumentou a procura por fubá e creme de milho para panificação.''





