A Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, está estudando a possibilidade de vender combustíveis para competição em Curitiba. Ainda não há data para isso acontecer, mas a medida poderá viabilizar ainda pesquisas feitas pelos alunos da Escola de Motores e Combustíveis, informou o gerente geral da Repar, Rubens Novicki.
''Queremos desenvolver tecnologias para melhorar a relação entre motor e combustível'', disse Novicki. A escola é patrocinada pela distribuidora e por montadoras do Paraná, que querem formar mão-de-obra especializada.
O combustível para competições da Petrobras só é comercializado em São Paulo e no Rio Grande do Sul. De acordo com o engenheiro químico do Laboratório de Motores da empresa, Walter Zanchet, a diversificação de pontos de venda é importante para a distribuidora. ''Queremos ter equipes aqui que digam como é o desempeho, precisamos deste feedback'', afirmou.
Todas as pesquisas feitas em torno de combustíveis especiais têm como objetivo aprimorar o produto que é vendido nas ruas, informou Zanchet. ''De acordo com o que é usado nas competições, podemos verificar eventuais problemas e resolvê-los antes de vender em larga escala'', explicou.
De acordo com o piloto João Carlos de Andrade, bicampeão gaúcho da modalidade Endurance, o combustível de competição otimiza o desenvolvimento do motor. ''Para cada corrida é feito um combustível diferente, dependendo das características da prova, o que diminui bastante a quebra do motor'', relatou.
Gasolina adulteradaZanchet também trabalha com o controle de combustíveis. Para ele, a fiscalização nos postos, apesar de ter melhorado nos últimos anos, é deficiente, dando espaço para a comercialização de produtos adulterados.
Segundo Zanchet, a fraude está bastante profissionalizada. ''Há alguns anos era fácil detectar a adulteração, mas hoje a prática está muito mais sofisticada'', avaliou. Ele afirmou que o consumidor não tem muito o que fazer quando é vítima de combustível adulterado. ''Se o posto tiver um selo de qualidade, basta acionar a distribuidora, que fará a averiguação. Se não tiver, fica mais complicado, porque no momento que eu acuso o posto de fazer isso, eu preciso provar'', explicou. ''O mínimo necessário é ter nota fiscal provando'', salientou.

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