Curitiba - A produção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, deve demorar ao menos um mês para voltar ao normal. A previsão é do presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná (Sindipetro-PR), Silvaney Bernardi. Na noite da última quinta-feira, o rompimento de uma tubulação de óleo provocou uma explosão. A unidade da Petrobras foi paralisada para passar por avaliação técnica.
Segundo ele, foi afetada a unidade de destilação da refinaria, local no qual é realizado o fracionamento do petróleo para dar origem aos derivados como gasolina, diesel, querosene de aviação, entre outros. ‘’A nossa preocupação é com a segurança da unidade. O que aconteceu é extremamente previsível. Era um risco calculado’’, disse.
Ainda de acordo com ele, a redução do efetivo de funcionários tem precarizado as condições de trabalho na refinaria. Para ele, o que causou o acidente foi o aumento da produtividade em detrimento da segurança. ‘’Já tínhamos alertado a Petrobras várias vezes sobre isso’’, afirmou.
Bernardi disse que, como a produção está parada, a refinaria está consumindo os seus estoques. E ainda não descartou a possibilidade de ocorrer desabastecimento de combustíveis para o mercado consumidor. A Petrobras foi procurada pela reportagem, mas não retornou até o fechamento desta edição.
A explosão não teve feridos. O Instituto Ambiental do Paraná pediu um relatório de impacto à Repar, no qual devem constar informações como o volume de solo contaminado removido pela refinaria e sua destinação. O documento deve ser enviado em um prazo de 20 dias. A refinaria também deverá monitorar a qualidade da água do Rio Barigui nos próximos dias.

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