Renúncia de ministro inglês faz bolsas europeias fecharem em alta
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segunda-feira, 09 de julho de 2018
Agência Estado 
Índice pan-europeu Stoxx 600 avança 0,58%
As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira (9). O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,58%, para 384,59 pontos. Logo cedo, a Bolsa de Londres já apresentava alta, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados asiáticos, que deram força às mineradoras. Conforme a manhã foi avançando, o FTSE 100 ganhou ainda mais fôlego devido à desvalorização da libra ante o dólar, que costuma favorecer exportadoras. A fraqueza da libra foi provocada pela renúncia do ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson. Sua saída foi anunciada horas após do ministro do Brexit, David Davis, também comunicar que estava deixando o cargo.
FTSE 100 também sobe, atingindo 7.687 pontos
Com esse cenário, o FTSE 100 fechou em alta de 0,92%, aos 7.687,99 pontos. A mineradora chilena Antofagasta liderou os ganhos, subindo 3,39%. Nos outros mercados europeus, o movimento de alta também se sustentou. Paris fechou em alta de 0,42%, aos 5.398,11 pontos. O destaque positivo ficou com a Air France-KLM, que subiu 6,34%. Em Frankfurt, as ações da Lufthansa fecharam em alta de 2,24%, enquanto o índice DAX teve um ganho mais modesto, de 0,38%, encerrando o pregão aos 12.543,89 pontos. Madri subiu 0,22%, aos 9.927,00 pontos; Milão avançou 0,49%, aos 22.033,44 pontos; e Lisboa ganhou 0,77%, chegando aos 5.642,86 pontos. Devido ao feriado em São Paulo, não houve pregão na B3.
Líbia e Estados Unidos elevam preço do petróleo
O petróleo fechou em alta em meio a notícias sobre interrupções da oferta na Líbia e no Canadá, mas, também, sinais de que a produção pode voltar a subir nos Estados Unidos. Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para setembro avançou US$ 0,96 (1,24%), para US$ 78,07. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para agosto fechou em alta de US$ 0,05 (0,07%), a US$ 73,85 o barril. Segue repercutindo a partir da Líbia o controle que uma concorrente da NOC, a petroleira estatal, assumiu em portos vitais para a exportação de petróleo. Como nações que importam o óleo líbio se recusam a contratar com a rival da NOC, resulta que a oferta da commodity está congelada.
Mercado busca precificação da crise venezuelana
Além disso, o mercado segue buscando a precificação das sanções americanas contra o Irã e da crise na Venezuela. "Em uma situação de pior cenário possível, perdem-se dois milhões de barris por dia do Irã e um milhão da Venezuela", comenta o economista de commodities da Capital Economics Tom Pugh. Por outro lado, nos EUA, o fato de que a contagem da Baker Hughes de poços e plataformas de petróleo em operação subiu 5 na última semana, para 863, somou-se ao anúncio pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano de que os estoques da commodity no país subiram 1,245 milhão de barris na semana passada, na contramão da previsão de analistas de um recuo de 3,9 milhões de barris.


