Os mercados de raiz e de fécula de mandioca estão em alta desde os últimos dez dias de outubro. De acordo com a cotação do Cepea/BM&F, os maiores aumentos de preço foram verificados no Paraná, com destaque para o Sudoeste, onde a tonelada subiu 25,5% e ficou em R$ 71,05. No Extremo-Oeste do Estado, o produto valorizou 7,4%, sendo cotada a R$ 78,34 a tonelada. O preço pago já remunera o produtor. O engenheiro agrônomo Methodio Groxko, do Deral, informou que o custo de produção total é de R$ 60 por tonelada.
Com relação à fécula, as maiores altas foram verificadas no Noroeste e no Extremo-Oeste paranaenses, com preços médios de R$ 578,38 a tonelada (+19,5%) e R$ 650,15 (+18,3%), respectivamente.
Apesar da conjuntura favorável, a área plantada na safra de 02/03 reduziu de 160 mil para 134 mil hectares. A produção estimada é de 2,8 milhões de toneladas de raiz. A redução, explicou Groxko, decorre do desânimo do produtor com dois anos seguidos de preços baixos.
O produtor Cleto Lanziani Janeiro, de Paranavaí, tem 53 hectares de mandioca prontos para colher. Como tem um contrato com uma indústria, a produção será vendida em março do ano que vem. Ele acredita que receberá um preço superior ao valor praticado atualmente. ''Até meados de 2004, pouca raiz vai ser ofertada.''

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