A caderneta de poupança teve uma perda líquida de R$ 267,882 milhões em agosto. Isso quer dizer que os depósitos no mês passado foram menores do que as retiradas e os rendimentos creditados às contas que já existiam. O resultado negativo de agosto é mais de cinco vezes superior ao registrado em julho, quando a captação líquida foi negativa em R$ 49,239 milhões.
Neste ano, apenas em janeiro e junho a caderneta registrou captações líquidas positivas. A perda de depósitos já acumula R$ 1,6 bilhão no ano. Em janeiro, o saldo das contas era de R$ 112,026 bilhões. Em agosto, encerrou em R$ 110,418 bilhões.
A explicação para as perdas é o baixo rendimento que a aplicação vem alcançando quando comparado a outros investimentos de baixo risco. A caderneta de poupança rendeu este ano 5,73%, menos que fundos de renda fixa com característica conservadora, que acumularam em média ganhos superiores a 10%. Além do baixo rendimento, a poupança corre o risco de perder para a inflação, o que significa dizer que o investidor está tendo seu poder compra reduzido, uam vez que o seu ganho não está sendo suficiente para cobrir o aumento de preços.
Os recursos captados pelos bancos por meio de depósitos em cadernetas de poupança têm de ser destinados em sua maioria ao financiamento habitacional. Caso não consiga emprestar até 60% do que capta, a instituição financeira é obrigada a depositar a diferença no Banco Central e recebe uma remuneração equivalente a 80% da Taxa Referencial (TR).

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