Renovação divide opinião de especialistas internacionais
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quarta-feira, 05 de novembro de 2003
Agência Estado<br> Nova York 
Nova York O diretor de pesquisa e estratégia para mercados emergentes do banco UBS Warburg, Michael Gavin, defende a não renovação pelo governo brasileiro do programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, um acordo com o Fundo serve para ajudar um país que passa por um estresse ao emprestar dinheiro e credibilidade. Mas o governo brasileiro não sofre falta de credibilidade, uma vez que foram os brasileiros e não o FMI que colocaram o País de volta aos trilhos. Em algum momento o Brasil vai ter de deixar as rodinhas de segurança, e um argumento razoável é que o contexto internacional benigno oferece uma boa oportunidade para tanto, afirmou Gavin. Além disso, explicou, o dinheiro proporcionado por um acordo do FMI é mais aparente do que real.
Em Londres, o diretor sênior para Finanças Públicas da agência de classificação de risco Fitch Ratings, Richard Fox, considerou como positiva a decisão do governo de renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No balanço entre custos e benefícios da renovação, acredito que os benefícios têm um peso maior, disse Fox à Agência Estado. Talvez o único custo seja o da política doméstica, mas o importante é que está claro para todos que a política econômica do Brasil é formulada pelo governo, e não pelo Fundo. A Fitch defendia a renovação do acordo como um mecanismo de proteção ao País no caso de um choque financeiro.


