Embora tenha surgido como uma espécie de salvação para o setor automobilístico em termos de aumentar a produção e garantir empregos, o projeto de renovação da frota de veículos está provocando polêmica em alguns segmentos da cadeia automotiva. Nem mesmo as montadoras conseguiram fechar sua proposta por causa de divergências internas.
Na próxima semana, os participantes da comissão que debate o projeto - formada por representantes do governo estadual, empresários e trabalhadores - deverá finalizar uma proposta comum para enviar ao governo federal. Só então começará a batalha mais difícil, que é convencer a equipe de Fernando Henrique Cardoso da necessidade de reduzir impostos para que um carro popular chegue ao mercado 30% mais barato do que hoje.
Embora tenha anunciado a criação do projeto há vários meses, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, promete para a próxima semana a conclusão da proposta das montadoras.
O estudo apresentado pelos metalúrgicos, desenvolvido pela Subseção do Dieese, é o mais completo e prevê uma produção extra de 400 mil veículos ao ano e a manutenção (ou criação) de 65 mil empregos. O estudo da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que prevê um preço próximo a R$ 9 mil para os carros populares, propõe que a comercialização dos modelos com incentivos seja feita apenas por meio de consórcio, cujas prestações não ultrapassariam a R$ 200.

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