Renner de Londrina já está funcionando
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quinta-feira, 28 de abril de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Pouco mais de uma década após fechar sua loja no Catuaí Shopping, a Renner voltou ontem a funcionar em Londrina, no mesmo local. A 64 unidade da rede no País foi inaugurada de manhã pelo gerente geral da Renner, Haroldo Luiz Rodrigues Filho, que atribuiu o retorno à cidade ao ''forte potencial de consumo de Londrina, um pólo regional com mais de um milhão de pessoas''.
A inauguração teve também a presença de representantes de órgãos municipais e entidades. A loja doou 1,7 mil peças de vestuário ao Programa de Voluntariado do Paraná (Provopar), destinadas à comunidade carente. Em seu discurso, Rodrigues Filho citou o grande desenvolvimento do município, sempre destacado em revistas nacionais, segundo ele. ''O perfil do consumidor londrinense é o mesmo dos grandes centros. É exigente e sedento por novidades.''
Para satisfazer esse público e concorrer com outras grandes lojas do gênero, o gerente geral frisou que o conceito da Renner é oferecer produtos adequados ao estilo de vida do consumidor. A rede trabalha com marcas próprias, voltadas a homens e mulheres adultos, adolescentes e crianças. Sessenta e oito funcionários foram contratados na cidade, dentre os cerca de 6 mil que se candidataram aos empregos em fevereiro deste ano.
O gerente regional da Renner, Eduardo Vargas, disse que essa nova aposta em Londrina - onde a loja se estabeleceu em 1991, mas só conseguiu permanecer por dois anos - se deve à evolução do mercado e da própria rede. ''Como pólo estudantil e de agronegócios, a cidade atrai muitas pessoas. Além disso, nos últimos anos investimos muito em tecnologia'', explicou, destacando, como exemplo, o ''saldômetro'', aparelho que permite ao consumidor verificar sozinho o saldo de seu cartão dentro da loja.
Sobre o alardeado retorno de outra grande rede de lojas de departamento para Londrina, a C&A, o superintendente do Catuaí, Sylvio Carvalho, disse que ainda não há nenhum acordo. ''Conversamos quase que mensalmente com várias grandes empresas do País, não apenas com a C&A. Mas são negociações demoradas. Com a Renner, foram três anos'', observou.


