Rendimentos caíram 3,2% em fevereiro
A pesquisa Seade-Dieese apurou redução de 3,2% na massa de rendimentos dos ocupados em geral, e de 3,8% na dos assalariados em particular na Grande São Paulo. Os índices referem-se a fevereiro, último dado disponível. A massa de rendimentos é o indicador que mais reflete como anda a atividade econômica - trata-se da soma de todos os ganhos do trabalho, já deflacionadas.
A queda foi resultado da inflação de 1,18% apurada pelo Dieese em fevereiro e também do desemprego naquele mês. Uma diminuição tão expressiva da massa de rendimentos dá um impulso negativo para a atividade econômica, disse o diretor executivo da Fundação Seade, Pedro Paulo Martoni Branco. Segundo ele, ao mesmo tempo em que o índice apurado é fruto da recessão, passa a ter também o papel de alimentador do ciclo negativo de desempenho da economia.
O diretor técnico do Dieese, Sérgio Mendonça, não fez previsões sobre a queda do produto interno bruto brasileiro este ano. Particularmente, achei a projeção de queda em torno de 3,5% este ano, feita pelo governo, bastante realista, disse. Embora menos catastrofista do que a previsão de muitos analistas, Mendonça lembrou que o resultado disso sobre a vida das pessoas será muito forte. Se o PIB tiver queda de 3,5%, isso significa que o PIB per capita cairá 5%, calcula.





