A um dia do final do mês, a rentabilidade dos fundos de renda fixa prefixados supera o ganho dos fundos referenciados DI. De acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), até o dia 27 de agosto os fundos prefixados acumulam um rendimento bruto de 1,25%. Já os fundos DI, no mesmo período, estão com ganho nominal de 1,28%.
Na última reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 21 e 22 de agosto, decidiu-se pela manutenção em 19% ao ano da Selic, a taxa básica de juros. Com isso, cresceu a percepção entre os investidores de que os juros podem estar em seu patamar mais elevado. Desde março, o Copom vinha elevando os juros com o objetivo de manter a inflação dentro da meta - neste ano, de 4% com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos percentuais.
Com isso, as taxas de juros negociadas entre os investidores recuou, o que gerou um ganho adicional para as carteiras dos fundos de renda fixa prefixados. Vale destacar que o rendimento de cada fundo prefixado vai depender da composição da carteira. Nessa situação de queda de juros no mercado tiveram ganho maior as carteiras com volume de papéis prefixados maior e títulos com prazo médio mais longo.
Os analistas acreditam que o Copom não teria motivos para voltar a elevar as taxas de juros se apenas o cenário interno fosse levado em conta. Isso porque a pressão de alta sobre a inflação deve diminuir nos próximos meses, já que não se espera novos reajustes nas tarifas públicas - item com forte influência no primeiro semestre.
Além disso, a alta dos juros, aliada ao desaquecimento da economia mundial e o racionamento de energia, já influenciou as perspectivas de crescimento para o País. No início deste ano, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) superava o patamar de 4%, o que já foi reduzido pela metade, segundo os analistas.

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