Rendimento de autônomo cresceu 56% com o real
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sexta-feira, 22 de novembro de 1996
Agência Folha 
BRASÍLIA - Os autônomos tiveram um aumento real (descontada a inflação) nos seus rendimentos de 56,6% com o Plano Real. Esse ganho salarial foi registrado de junho de 94 a agosto de 96, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis maiores regiões metropolitanas do País.
Os trabalhadores sem carteira assinada tiveram um aumento de 37,5% no mesmo período. O menor aumento de renda foi verificado entre os trabalhadores do setor formal, 25,2%. O secretário de Políticas de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Daniel de Oliveira, disse que o melhor impacto do plano foi no rendimento médio do trabalhador.
Segundo ele, esse pequeno aumento do setor formal foi provocado pela estabilização dos preços dos produtos que sofrem concorrência. Os empresários tiveram que estimular o aumento de produtividade. O setor de serviços, como, por exemplo, cabeleireiro e manutenção de computadores, teve reajustes livres.
Consequentemente, aumentou a renda dos trabalhadores por conta própria. Daniel de Oliveira disse que as taxas de desemprego já estão voltando aos mesmos patamares registrados em 94. Em setembro de 96 a taxa de desemprego do IBGE foi de 5,23%, abaixo da taxa de julho de 94, 5,46%, mês de criação do Real.
No mercado formal, a taxa de emprego foi positiva em setembro, ficando em 0,08%. As contratações superaram as demissões em 18.581 vagas. Esses dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do ministério


