A renda per capita das famílias brasileiras aumentou 3% ao ano de 2001 a 2011, ao passar de R$ 591 para R$ 783. Para o segmento da classe média, o ritmo de crescimento superou os 4% ao ano, com valor de R$ 576 em 2011, 50% acima do registrado dez anos antes, de R$ 382. Os dados estão na quarta edição do estudo "Vozes da Nova Classe Média", divulgado ontem.
Foram gerados no País 2,095 milhões de empregos no período, taxa média de crescimento de 5,8% ao ano, segundo dados retirados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Conforme o estudo, o número de postos de trabalho cresceu 20% no período, passando de 76 milhões em 2001 para 92 milhões em 2011, o que consequentemente reduziu a taxa de desemprego. Como a população em idade ativa também aumentou em velocidade semelhante à de ofertas de emprego, em 19%, a taxa de ocupação ficou estável em 60%.
A maioria das novas oportunidades de trabalho foram para assalariados. No setor privado, o número aumentou 38%. Paralelamente, houve melhoria das condições de contratação com a expansão do emprego formal. Dos 16 milhões de empregos abertos na década analisada, 13 milhões foram com carteira assinada. A quantidade dos assalariados sem carteira diminuiu em quase um milhão.
Houve alta de 24% na remuneração média dos trabalhadores, o equivalente a aumento anual de 2%. Para a classe média, o valor subiu 31%, ou quase 3% ao ano. A ascensão é atribuída à melhoria na capacitação e mudanças na qualidade dos postos de trabalho. Houve crescimento de 27% no nível de escolaridade, com o número de anos de estudo saltando de 6,7 para 8,5 anos.

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