Renda per capita chega a R$ 4,7 mil
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
RIO - O Produto Interno Bruto - soma das riquezas produzidas no País - aumentou pelo menos 3,1% no ano passado, em termos reais (descontada a inflação) e chegou a R$ 753,823 bilhões. A renda per capita (que é o valor do PIB dividido pela totalidade dos habitantes), passou de R$ 4.223,00 em 1995 para R$ 4.772,81 em 96.
Embora com uma taxa de crescimento inferior à registrada em 1995 (4,2%), a economia conseguiu manter a corrente de expansão: foi o quarto ano consecutivo de taxas positivas, o que não ocorria, nem com o PIB e nem com a renda per capita, desde o período de 1984 a 1987. Se a economia confirmar as expectativas de aumento em 1997 - espera-se uma taxa entre 4% e 5% -, o País terá cinco anos seguidos de crescimento, o que aconteceu pela última vez no Brasil na década de 70.
Os dados do PIB de 1996 são preliminares e foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a chefe de divisão do Departamento de Contas Nacionais do IBGE, Heloisa Valverde, esses dados ainda não são definitivos e nem o cálculo do valor do PIB é oficial. Os resultados da indústria em dezembro, por exemplo, ainda não foram incorporados. Em março, o resultado completo do PIB já deverá estar em condições de ser divulgado.
O crescimento de 3,1% no PIB em 1996 deveu_se principalmente ao crescimento do setor de serviços, de 3,5%, da agropecuária, de 3%, e da indústria geral, de 2,6%. No caso do setor de serviços, a boa performance decorreu principalmente do comportamento das atividades de comunicações (13,4%) e comércio (5,4%).
O IBGE informou que o PIB da indústria de transformação aumentou somente 1,3% no ano, embora as informações ainda não estejam todas disponíveis. Já é possível, porém, segundo Heloisa Valverde, identificar um crescimetno assimétrico nos diversos gêneros desta indústria ao longo do ano. Ainda sem números para apresentar, de acordo com ela os segmentos que respondem mais rapidamente à melhoria de oferta de crédito, como os bens duráveis, e aqueles mais sensíveis aos ganhos de renda, tiveram desempenho superior. A indústria de construção civil cresceu 5,4% e a de serviços de utilidade pública, 6,5%. A indústria extrativa mineral expandiu_se em 1,3%.
O aumento do poder aquisitivo das classes de menor renda após o Plano Real permitiu a elevação do consumo de proteínas animais e de laticínios e assim a pecuária conseguiu um incremento de 7,4%, o que contribuiu de forma decisiva para a expansão do setor agropecuário, seguindo o IBGE. A expectativa existente no início do ano, de forte redução na atividade agrícola, acabou sendo revertida porque a maior produção de trigo, café em côco e cana_de_açúcar contrabalançou as perdas nas lavouras de milho e de soja.


