Embora desigualdade tenha caído, dificuldades persistem em algumas áreas
De 1999 a 2009, a renda média do paranaense cresceu 30,26%, passando de R$ 726,86 para R$ 946,82. Com isso, o Estado subiu três posições no ranking de maior renda. Em 99, estava na nona colocação e dez anos depois chegou ao sexto lugar. O cálculo foi feito pela reportagem a partir do site do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (www.fgv.com.br/cps).
Nesta semana, a instituição divulgou a renda de 2009, calculada com base em dois levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE): a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Elas envolvem a renda de trabalhadores, empresários e profissionais liberais.
Segundo o economista chefe do CPS, Marcelo Neri, o estudo tem uma imprecisão quanto aos Estados do Norte do País, que de 1992 a 2004, só contaram com dados referentes à região urbana. Por isso, a renda média de alguns deles estão sobrevalorizadas neste período.
''A desigualdade caiu de forma impressionante'', declara Neri. Questionado sobre o porquê de a renda ter crescido mais expressivamente em Estados pobres como o Piauí (67%) e Maranhão (45%), e timidamente em São Paulo (4,55%), ele responde: ''Além da importância dos programas sociais que estão mais concentrados nesses locais, há também o fato de que a educação por lá vinha de um longo período de atrasos. Nos últimos tempos, houve um investimento maior em educação (no Norte e Nordeste) o que gerou essa pujança.''
Para o CPS, a década entre 2001 e 2009 é a da queda da desigualdade de renda. Segundo o instituto, os 50% dos brasileiors mais pobres tiveram um incremento de 69% nesses anos. ''Acompanhar a desigualdade brasileira até 2001 era um tanto monótono, era como se ela fosse uma constante da natureza'', afirma Neri.
Salário médio
Segundo outro estudo realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o salário médio do trabalhador paranaense atingiu R$ 846,24 no primeiro trimestre deste ano - R$ 100 menor que a renda de 2009 apurada pela FGV. O estudo, no entanto, leva em conta apenas os salários de contratação.
Neste caso, o Paraná está em quinto lugar no ranking nacional, atrás de São Paulo (R$ 1.031), Rio de Janeiro (R$ 994), Distrito Federal (R$ 904) e Santa Catarina (R$ 860).

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