O número de universitários no Brasil cresceu 77,1% em dez anos, ao passar de 3,5 milhões em 2002 para 6,2 milhões em 2012, números que chamam mais a atenção quando divididos por classes socioeconômicas. Segundo o instituto Data Popular, especializado em pesquisas sobre as camadas de menor renda, o ensino superior é mais acessível hoje às classes C e D, principalmente pelo crescimento dos rendimentos do brasileiro.

Do total de universitários, 67,7% estão na classe C e outros 8,1%, na D. O sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles, afirma que a pesquisa mostra o desejo de ascender economicamente das classes média e baixa, com base em mais anos de estudo para conseguir uma renda melhor. ''Entre as razões para esse aumento estão, pelo lado governamental, a abertura de novas universidades públicas, em menor proporção, e a oferta de linhas de financiamento estudantil'', diz, ao citar o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (Prouni).

Os financiamentos permitem que o estudante tenha acesso às faculdades particulares, que atendiam 69,2% dos universitários há dez anos e hoje representam 80,9%. Conforme o Data Popular, isso se deve ao surgimento de mais instituições, em um ritmo mais rápido do que para públicas, além de uma adequação do horário de aulas ao cotidiano dos trabalhadores.

Leia a matéria completa do repórter Fábio Galiotto, exclusiva para assinantes da FOLHA.

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