São Paulo - Os fundos DI e de renda fixa lideraram o ranking dos melhores investimentos em agosto e desbancaram o ouro, que vinha ocupando o primeiro lugar nos últimos meses. Os dois investimentos tiveram rentabilidade de 1,20%. Com isso, o ganho acumulado no ano somou 10,36% e 10,37%, respectivamente.
Segundo o consultor, Fábio Colombo, a explicação para o desempenho dos fundos é a elevada taxa de juro real (Selic menos inflação projetada para os próximos 12 meses), em 9,4% ao ano. Já o resultado negativo do ouro, diz ele, deveu-se à combinação entre estabilidade de preços no mercado internacional e queda do dólar no Brasil.
As aplicações em Certificados de Depósitos Bancários (CDB), para valores acima de R$ 100 mil, ficaram em segundo lugar, com rentabilidade de 1,14%. Na terceira colocação, ficaram as aplicações em CDB, para valores de R$ 5 mil, com ganho de 0,89%.
Os investimentos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tiveram o segundo pior desempenho do mês. Carteira teórica de ações similar ao Ibovespa caiu 2,28% em agosto, mas ainda mantém rentabilidade positiva no ano, de 8,30%. O Ibovespa é o principal índice da Bolsa paulista e reúne as 54 ações de maior liquidez.
''A Bovespa está muito ligada ao cenário externo. O que pode fazer com que a Bolsa dê uma arrancada é o retorno dos estrangeiros, como aconteceu nos primeiros meses deste ano'', avalia Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos.
Em agosto, até o dia 28, os estrangeiros mais venderam que compraram ações no montante de R$ 1,129 bilhão na Bolsa. Enquanto os Estados Unidos não derem sinais mais claros de que os juros no país realmente não vão subir mais, serão menores as chances de os investidores externos retornarem com força à Bolsa doméstica.
As aplicações atreladas ao dólar comercial registraram perda de 1,42%. No ano, a queda é de 7,74%.
Debêntures - A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou na quinta-feira da semana passada um programa de investimento em debêntures. Segundo a superintendente da área financeira da instituição, Maria Isabel Aboim, o programa poderá atingir um estoque de R$ 2 bilhões em títulos em 3 anos. A aprovação do programa de investimento em debêntures faz parte da estratégia do BNDES de atuar como emissor e comprador de títulos de renda fixa, contribuindo assim para o fortalecimento do mercado secundário. Por meio da empresa de participações BNDESPar, o banco planeja lançar debênture simplificada, que será a primeira deste tipo no País.

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