São Paulo - Após o tombo de outubro, os fundos de renda fixa retomaram fôlego em novembro. Não apenas a rentabilidade da categoria se destacou entre as aplicações que pagam juros mas a captação de recursos cresceu consideravelmente.
O último mês em que os fundos de renda fixa tiveram captação positiva (ou seja, em que as aplicações foram maiores que os saques) foi março. Em novembro, até o dia 25, a renda fixa contava com captação líquida de R$ 4,32 bilhões e era a categoria que mais atraiu recursos no período. No mês anterior, os saques líquidos haviam alcançado R$ 16,28 bilhões. Os dados são da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
O melhor retorno da renda fixa em novembro, com a rentabilidade média ficando em torno de 1,16%, ajudou a trazer de volta parte do capital que vinha fugindo nos últimos meses. Em outubro, os fundos de renda fixa tiveram rentabilidade de apenas 0,89%.
Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que têm ganhado a preferência dos investidores nos últimos meses, deram ganho médio de 0,97% no mês recém-encerrado.
A taxa básica Selic serve de referência para os juros praticados no mercado e está atualmente em 13,75% anuais. Nos próximos dias 9 e 10, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) vai definir como fica a Selic. No mercado, é grande a parcela dos que esperam que a Selic seja mantida.

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