São Paulo- O último trimestre do ano começou com o mercado financeiro ainda sob o turbilhão de incertezas e temores com o futuro da economia mundial que têm tirado o sono dos investidores. Com a Bolsa em seus menores patamares em quase 19 meses e os sinais de que os juros não devem continuar em alta por muito tempo, não faltam dúvidas sobre onde é melhor colocar as economias.
Tem sido comum ouvir nas últimas semanas analistas afirmarem que a Bolsa de Valores está barata, com muitas ações exageradamente depreciadas. Todavia, o mercado acionário a cada dia parece disposto a testar um novo piso.
Do lado dos investimentos que pagam juros, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) têm se destacado nos últimos meses e prometem manter o fôlego. Como os bancos têm tido dificuldades para captarem recursos - que necessitam para repassarem para o crédito -, podem se ver forçados a elevarem mais as taxas que pagam nos CDBs, como forma de atrair aplicadores.
''Se o investidor entender que aplicações no mercado acionário são para o longo prazo, então podemos afirmar que a Bolsa está barata. É fato que as crises passam, algumas duram mais outras menos. E uma crise também pode ser encarada pelo lado das oportunidades que abre'', diz William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV.

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