Renda fixa lidera ranking das aplicações em janeiro
As aplicações de renda fixa iniciaram 1998 liderando o ranking dos investimentos. O mês de janeiro foi fechado com o CDB prefixado para grandes quantias (acima de R$ 100 mil) garantindo ao investidor rentabilidade média nominal de 2,17%, bem acima da inflação registrada no período que, pelo IGP-M, ficou em 0,96%. Para valores abaixo de R$ 5 mil, no entanto, a rendimento do papel foi menor, de 1,69%. Mesmo assim, houve ganho real de 0,72%.
Embora a poupança também tenha proporcionado ganho real em janeiro, a rentabilidade nominal ficou abaixo da dos CDBs para pequenas quantias. Os fundos de investimento, por sua vez, permaneceram como a opção mais indicada para quem conta com dinheiro mais miúdo. O rendimento, aí, ficou apenas um pouco abaixo do oferecido pelos CDBs para grandes quantias e acima do da caderneta.
Apesar de o ouro ter encerrado janeiro apresentando a maior rentabilidade entre as aplicações financeiras, de 5,4%, os analistas advertem que essa alta é episódica e, muito dificilmente, tende a continuar nos próximos meses. Eles contam que, como o volume de negócios com o metal tem sido bastante baixo, o avanço das cotações refletiu uma maior procura nos últimos dias do mês. Tanto a compra de ouro como a de dólares é contra-indicada como forma de investimento.
Ações Contrastando com os bons resultados registrados durante a maior parte do ano passado, o mercado de ações encerrou o primeiro mês de 1998 em queda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), responsável pelo maior giro com ações no Brasil, fechou janeiro acumulando desvalorização de 4,67%.
O mau desempenho esteve relacionado com o temor de agravamento da crise financeira na Ásia e as consequências sobre a economia mundial. Essa preocupação fez com que a Bolsa de Nova York, principal referência para os mercados acionários de outros países, recuasse fortemente nos primeiros dias do mês. O reflexo sobre as Bolsas brasileiras foi que, apenas nos dez primeiros dias de janeiro, a Bovespa caiu 10%.
Nos últimos pregões, com a situação na Ásia menos preocupante, a Bolsa de Nova York apresentou recuperação e, por tabela, fez com que a perda no Brasil fosse reduzida.





