Renda fixa é opção de melhor rentabilidade
A renda fixa vai continuar a melhor opção de investimento em dezembro. Mesmo com a queda dos juros este mês, o ganho real pago pelas aplicações do segmento permanecerá muito atraente.
O diretor de Renda Fixa da Lloyds Asset Management (LAM), Marcelo Maneo de Oliveira, entende que os juros entraram em trajetória descendente. A questão é saber qual será a velocidade de queda. Segundo ele, se o cenário externo se acalmar e o pacote fiscal e as reformas forem aprovados, a redução será mais rápida. A tendência de queda dos juros favorece os fundos prefixados e prejudica os fundos DI (que seguem a oscilação do CDI, título trocado pelos bancos). Apesar disso, Oliveira acredita que é mais prudente alocar 80% dos recursos em fundos de 60 dias DI e 20% nos prefixados. Para ele, mesmo com o recuo das taxas, o retorno dos fundos DI será elevado e o risco, muito baixo.
O diretor de Renda Variável da LAM, Paulo de Sá Pereira, diz que as perspectivas de médio prazo para as Bolsas não são das melhores, uma vez que, por conta da alta dos juros e do pacote fiscal, a lucratividade de muitas empresas vai diminuir. Para quem for investir em ações, ele recomenda os fundos atrelados ao Índice Bovespa, que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa paulista. Nele, predominam os papéis de estatais que serão privatizadas, portanto com maior potencial de valorização. Além disso, são empresas menos afetadas pela redução da atividade econômica. Para o curto prazo, com a expectativa de redução do risco Brasil, em razão do pacote fiscal, de aprovação das reformas e da menor turbulência externa, ele entende que é possível um ajuste favorável no preço de algumas ações.
As limitações à atuação dos FIFs nos mercados derivativos deve dar mais transparência ao investidor. O diretor de Administração de Carteiras do BankBoston, Fábio de Oliveira, diz que o mercado deve ficar menos alavancado e, portanto, menos instável. Ele afirma que ficará mais claro o papel do administrador, pois será necessário definir com nitidez a política de investimento do fundo. Além disso, as instituições terão de separar a administração de recursos de terceiros da administração do dinheiro próprio. Também será preciso indicar um diretor para a área, que responderá por irregularidades e não pode estar ligado a outras atividades da instituição.





