Renda fixa é 'bola da vez' em outubro
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domingo, 01 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O quadro projetado para o mercado de investimentos em outubro pelo diretor de Asset Management do Banco Santander, Dany Rappaport, é mais alentador que o de setembro. O cenário externo no mês passado foi pior que o esperado e o interno melhor que o previsto, afirma, referindo-se ao aumento de incertezas com a escalada das cotações do petróleo e à queda da inflação além da projetada após o repique em julho e agosto.
O diretor do Santander comenta que o cenário será bastante positivo para o mercado de renda fixa neste mês, quando a inflação deve consolidar a tendência de baixa e equilibrar-se num nível abaixo de 0,50%. Ele não prevê, contudo, uma redução da taxa básica na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dias 17 e 18.
O juro básico deve ser reduzido mais uma vez este ano, provavelmente em novembro, mas os juros futuros devem permanecer em queda, um movimento que fortalece o apelo dos fundos de renda fixa com títulos prefixados. O recuo dos juros, combinado com a recuperação dos C-Bonds, principal título da dívida externa renegociada do País, no mercado internacional, comporia também um quadro favorável ao mercado de ações.
Pode ser precipitação, de todo modo, apostar em um fechamento positivo para a bolsa no mês que começa hoje. Rappaport acredita que a bolsa pode compensar pelo menos metade da perda de 8,17% de setembro. Daí por que pode ser interessante para o investidor que aposta na bolsa aplicar pequena parcela dos recursos nos fundos mistos, os multicarteira.
A variação mais acentuada das cotações do dólar em setembro, pressionadas por incertezas internacionais, não reforça nem mantém o atrativo dos fundos cambiais. A tendência, segundo Rappaport, é que ocorra um movimento inverso, de recuo dos preços, neste mês. O momento para quem está nesses fundos é de saída, afirma.
Para os investidores de maior cacife, com elevado volume de recursos para aplicação, Rappaport sugere, ainda, os Fundos de Investimentos no Exterior (Fiex), ofertados por alguns bancos. Segundo ele, o C-Bond, principal ativo que compõe a carteira desse fundo, proporciona uma rentabilidade em torno de 12,50% ao ano em dólar.


