Os supermercadistas do Paraná estimam uma redução na venda de bens duráveis e crescimento na área de alimentos. O presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Everton Muffato, prevê que o setor no Paraná deve ter um crescimento de vendas nominal de 10% em alimentos e de 5% nos produtos duráveis no final deste ano em comparação a 2007. ''Esse ano haverá uma diminuição na procura por bens duráveis e importados devido à crise, mas em compensação um aumento maior na procura por alimentos devido ao aumento da renda e da oferta de emprego da população'', disse.
De janeiro a setembro, o Estado teve um crescimento de vendas de 8,98% e deverá fechar o ano entre 8% e 10% de crescimento real. O setor cresceu 5,7% comparado com setembro de 2007 no Paraná, mas em relação a agosto desse ano teve uma retração de 5,2%.
Muffato explica que é tradicional essa retração em setembro. ''O mês tem apenas 30 dias, além de as pessoas estarem se preparando para os gastos extras de final de ano.'' Mas, ele reforça que o crescimento está mantendo-se, principalmente em relação a 2007. ''É um sinal de que a crise internacional não afetou o setor até o momento diretamente.''
Com faturamento maior, novas lojas e a abertura aos domingos nos grandes e médios centros, o quadro de funcionários no Paraná cresceu 3% e com o final de ano o setor supermercadista deve abrir um número maior de empregos devido a logística que demanda o aumento de compra e a reposição de mercadorias. A previsão de contratação no estado para os supermercados será de 10%, gerando 7 mil novos empregos, destes, 20% são efetivados.
Já o consumo de importados deve ser afetado pelo aumento do dólar. Durante os anos de 2006 e 2007 os produtos importados representaram 5% na média anual de vendas no setor supermercadista.

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