Rio de Janeiro - Segundo o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo Pereira, a melhoria da qualidade dos empregos gerados acaba elevando para cima o rendimento dos trabalhadores. Em fevereiro, a renda cresceu 1,0% ante janeiro e 2,6% ante igual mês de 2004. ''O crescimento do rendimento aumenta o poder de compra do trabalhador. O mercado de trabalho nas seis regiões tem, a passos moderados, apresentado uma evolução interessante, com melhora na qualidade do emprego que se reverte no aumento do poder de compra do trabalhador'', disse.
Ele afirmou ter expectativa de que ''o ponto de inflexão'' da taxa de desemprego este ano ocorra mais cedo do que no ano passado, ou seja, que a queda na taxa seja divulgada antes de maio, mês em que o indicador começou a cair em 2004. Segundo Pereira, é possível adiantar que, já em março, a taxa de desemprego poderá ficar estável ou menor em relação a fevereiro.
Questionado se o aumento na taxa básica de juros não poderá comprometer a queda do desemprego, ele respondeu que ''minha expectativa leva em conta a pesquisa. Sem dúvida, se há aumento de juros pode ter aumento de desemprego, mas não estou fazendo análise em função dessa característica externa, mas pensando em condições normais da economia, como no ano passado''. (J.F./AE)

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