A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) está defendendo a abertura do mercado nacional para os agrotóxicos e a manutenção da lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para os produtos agrícolas a partir de 2.001, para evitar a continuidade da queda do Produto Interno Bruto (PIB) da agricultura. A renda dos produtores dentro das fazendas apresenta uma redução acumulada, neste ano, de 2,12%, devendo recuar dos R$ 43,05 bilhões registrados em 1999 para R$ 42,14 bilhões até o final de dezembro, segundo dados divulgados ontem pelo Departamento Econômico da entidade.
Segundo o coordenador do departamento, Vicente Nogueira Netto, caso essas medidas não sejam adotadas a tendência é de queda ainda mais acentuada para o PIB agrícola. Ele explica que o produtor brasileiro não tem condições de se tornar competitivo porque, além do alto preços dos insumos, enfrenta a concorrência desleal dos países desenvolvidos que concedem altos subsídios à produção.
Somente no ano passado o conjunto de medidas de apoio à agricultura dos 11 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE ) foi de US$ 361,5 bilhões, registrando um aumento de 2,7% sobre os US$ 352,1 bilhões concedidos no ano anterior.
Nos últimos três anos, os subsídios agrícolas cresceram 10% no âmbito dos 11 países que formam a OCDE (Austrália, Canadá, União Européia, Japão, Coréia, México, Noruega, Polônia, Suíça, Turquia, e Estados Unidos). As subvenções autorizadas em 1999 representam 40% da receita agrícola dos países membros da instituição, contra 31% em 1997. No ano passado, entre esses integrantes, a União Européia liderou as subvenções, com a concessão de US$ 125,8 bilhões, ou 34,8% do volume de subsídios concedidos pelos países da OCDE. Em segundo lugar vieram os Estados Unidos, com US$ 96,5 bilhões, ou 26,7% do total.
Os Estados Unidos são o país da Organização que mais tem aumentado as subvenções à agricultura, considerando que em 1997, esse valor era de US$ 71,6 bilhões. O Japão também aparece com destaque no ranking, com US$ 71,4 bilhões de subsidios em 1999.
Balança A balança comercial do setor agropecuário registrou um saldo de US$ 8,9 bilhões de janeiro a setembro deste ano. Este valor representa uma queda de 2,8% em relação ao saldo verificado no mesmo período do ano passado, que foi de US$ 9,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA). As exportações somaram US$ 12,7 bilhões nos primeiros nove meses do ano, enquanto as importações foram de US$ 3,76 bilhões no mesmo período. Mantida a tendência de aumento das importações e de queda das exportações, a balança comercial do agronegócio deverá fechar o ano com um saldo de US$ 11,8 bilhões, ou seja, US$ 500 milhões a menos que o saldo do ano passado, que foi de US$ 12,3 bilhões.

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