Renault: vendas estáveis e receita recorde
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2003
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Renault conseguiu manter o patamar de vendas mundiais em 2002, com a comercialização de 2,4 milhões de veículos e ainda obteve um resultado líquido recorde de 1,9 bilhão de euros. Mas o desempenho da filial brasileira, instalada em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, foi negativo: no ano passado houve queda de 4,8% no volume de vendas no Brasil em relação a 2001.
Em comunicado divulgado pela direção mundial da Renault, a empresa reconhece que o sucesso obtido em novos mercados, como México e em países da Ásia e do Pacífico compensou a retração dos mercados do Mercosul (fábricas no Brasil e na Argentina) e da Turquia. A Renault do Brasil responde por 2,5% da produção total mundial da empresa.
Por causa da retração em todo o mercado automobilístico brasileiro, a Renault não perdeu participação, mesmo com as quedas nas vendas. Pelo contrário: de todos os automóveis vendidos no País em 2002, 4,52% eram da montadora francesa, contra 4,45% registrados no ano anterior.
De acordo com o presidente da Renault no Brasil e diretor-geral para o Mercosul, Pierre Poupel, a expectativa da empresa para este ano é comercializar 75 mil unidades. Se a meta for concretizada, representará aumento de 16,6% em relação a 2002.
A Renault brasileira também aposta no aumento de exportações. Quer passar dos 6 mil veículos enviados ao exterior no ano passado para 10 mil neste ano. Entram na pauta de exportações os veículos produzidos pela fábrica no Paraná: toda a linha Clio e Scénic. A filial brasileira também espera produzir um novo veículo, tanto para o mercado interno como para exportar. Mas a definição só deve ocorrer em três meses, já que o veículo, um intermediário entre o Clio e Scénic, está sendo disputado por outras plantas da montadora francesa.
Segundo a assessoria de imprensa da Renault, é a direção mundial que vai escolher qual fábrica abrigará o novo modelo, com base em índices de produtividade e de menor custo. A assessoria informou que ainda não havia nenhum compromisso do veículo ser fabricado no Brasil e que é bastante normal essa disputa entre plantas.


