A Renault vai ampliar, a partir do próximo ano, a capacidade produtiva da fábrica de São José dos Pinhais, Região Metropoliana de Curitiba. A marca pretende produzir cerca de 25 mil veículos a mais por ano, graças ao início de produção do novo Mégane Sedan. O carro começa a ser vendido no Brasil a partir do segundo semestre de 2005 e é uma das estrelas do Salão do Automóvel de São Paulo, que abre hoje suas portas para o público.
A marca francesa investiu 50 milhões de euros no projeto do novo veículo e espera conquistar mercado no segmento de sedãs médios, hoje liderado pelo Toyota Corolla e Honda Civic. ''O carro chega com as mesmas configurações do modelo europeu e acreditamos que estará entre os três modelos mais vendidos de seu segmento'', disse Pierre Poupel, presidente da Renault do Brasil.
A produção do novo Mégane também deve gerar novos postos de trabalho na unidade paranaense. ''Precisamos de 500 funcionários para produzir o carro. Porém, como estamos trabalhando com uma alta ociosidade, vamos contratar alguns novos funcionários e fazer remanejamento de outros. Ainda estamos avaliando qual será esta necessidade'', explicou Poupel.
A fábrica da Renault tem uma capacidade de produção instalada de 200 mil veículos e hoje produz apenas 80 mil unidades em um único turno. ''Queremos atingir 100% de ocupação até 2008'', planeja o executivo, apostando também na chegada do Logan, um carro compacto de baixo custo que será produzido no Brasil a partir de 2006. O novo Mégane Sedan, além de ser vendido no mercado interno, será exportado para países da América Latina, principalmente para o México, Argentina e Chile.
Bicombustível - A Renault também anunciou no Salão de São Paulo o seu motor bicombustível ''Hi Flex'', que roda com gasolina e álcool no mesmo tanque. O novo motor, de 1.6 litro e 16 válvulas, vai equipar inicialmente toda a linha Clio e é o primeiro motor bicombustível multiválvulas do mercado. A marca francesa espera que a novidade faça as vendas do Clio crescerem 10% em 2005. A Renault, que este ano deverá comercializar 58 mil veículos no País, projeta um crescimento médio de 7% para o próximo ano, com a venda de 62 mil unidades.
O Salão Internacional do Automóvel espera receber mais de 500 mil visitantes que poderão ver, entre os cerca de 300 modelos expostos, um dos carros mais caros do mundo na atualidade: o Mercedes-Benz SLR McLaren, um super esportivo que custa US$ 1,2 milhão, ou R$ 3,4 milhões, dinheiro suficiente para a compra de uma frota de quase 200 Uno Mille, o mais barato da mostra. (Com AE)

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