Curitiba A montadora Renault também paralisa a produção por um período de 10 dias. A empresa concede férias coletivas aos quase 2 mil funcionários entre os dias 14 e 23 julho, em decorrência da retração do mercado. Durante as férias coletivas, a montadora vai fazer um levantamento dos estoques e estuda reduzir a produção de aproximadamente 300 para 240 veículos por dia.
A paralisação da produção é mais uma preocupação com relação à estabilidade no emprego para os metalúrgicos, admitiu Núncio Manalla, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região. Segundo ele, os trabalhadores já estão preocupados com a perda do projeto J-77, que correspondia à criação de mais 700 empregos se fosse confirmada a fabricação de um veículo mundial na fábrica de São José dos Pinhais.
Na análise dos projetos, a fábrica da Renault instalada no Paraná perdeu o projeto para a fábrica da Espanha, cuja rede de fornecedores de peças está mais estruturada tecnologicamente. Para o projeto do carro mundial ser instalado no Estado, como estava planejado, seria necessário um investimento muito alto por parte de fornecedores. E o custo de instalação de fábricas de peças no Brasil não está compensando em função de uma produção automotiva ainda restrita no mercado interno, disse Manalla.
Para agravar a situação, a Renault ainda não definiu sua posição na negociação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) deste ano, o que aumenta a preocupação dos trabalhadores.

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