Renault quer 4º lugar em produção
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de abril de 2001
Rosana Félix De Curitiba 
A montadora Renault está disposta a lutar por mais espaço no mercado automotivo, passando da quinta colocação em produção de veículos para a quarta, atrás da Volkswagen, Fiat e Chevrolet. O anúncio foi feito ontem, na sede da empresa, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, durante evento que comemorou a produção do carro número 100 mil, um
Para o vice-presidente industrial da Renault no Mercosul, Henri Bourgue, alcançar essa quarta colocação, que hoje pertence à Ford, é um desafio interessante. Temos todos os mecanismos engajados para essa disputa, declarou.
A Renault quer produzir neste ano 102 mil carros, 42% a mais do que em 2000, que teve produção de cerca de 59 mil unidades. A meta para produção diária é de 473 veículos. O recorde atingido foi de 468, na semana passada. A partir de maio, a montadora quer que 500 carros saiam da sua linha de montagem por dia. Atualmente, há 1,6 mil funcionários na fábrica Ayrton Senna, o que é suficiente para atingir os objetivos, informou Bourgue.
A Renault também vai partir para a produção de veículos utilitários com a inauguração de uma fábrica no complexo Ayrton Senna em dezembro deste ano, na qual estão sendo investidos US$ 100 milhões. A previsão de produção, a qual será composta pelo Renault Master e pelo Nissan Frontier, é de 50 mil veículos por ano.
Também em dezembro será inaugurada uma fábrica de estamparias, na qual a montadora está investindo US$ 30 milhões. Nela serão produzidas 60% das estampas, e 35% devem ser adquiridas em empresas da região de Curitiba, explicou Bourgue. Ele não soube precisar o quanto a empresa vai economizar com essa produção, já que hoje a maioria das estamparias é importada. Bourgue acrescentou que isso deve colaborar para aumentar o índice de nacionalidade dos veículos para 85%, número que hoje é de 80%. Para esses empreendimentos, a Renault vai contratar 750 pessoas.
O executivo da Renault disse que a empresa não mudou nenhuma estratégia por causa da crise econômica na Argentina. Temos outros mercados, no próprio Mercosul e outros países como o Peru, apontou. Porém, ele revelou que a estimativa de produção de 102 mil carros poderia ser maior se a Argentina estivesse em um momento de expansão.


