Renault no Paraná
Dois anos e nove meses após o lançamento da pedra fundamental, será inaugurada hoje em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, a primeira fábrica da Renault no Brasil, que leva o nome do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna. Estarão presentes o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o governador Jaime Lerner e o presidente mundial da montadora francesa, Louis Schweitzer. A cerimônia marca o início da produção em série dos carros modelo Mégane Scénic, que abastecerão o mercado nacional e o dos países do Mercosul.
A Renault detém hoje 4% do mercado de carros no Mercosul. O presidente da Renault para o Mercosul, Luc Alexandre Menárd, afirmou que a montadora pretende dobrar essa participação. A meta é atingir 8% nas vendas de carros até o final de 2002, tornando o Mercosul o maior mercado fora da Europa, afirmou. A conquista dos clientes vai se feita em conjunto entre as fábricas de Córdoba (Argentina) e São José dos Pinhais.
A estratégia da direção mundial da Renault, que passa a vigorar com a inauguração da fábrica, é integrar as duas unidades industriais num mesmo sistema. A fábrica de São José dos Pinhais produzirá os carros modelo Mégane e Clio 2 (a partir do final de 1999), que abastecerão o mercado nacional e do restante do Mercosul. A unidade argentina fabrica os carros Clio, Renault 19, Mégane e Trafic, exportando parte da produção para o Brasil.
O primeiro Mégane, que será vendido para o varejo, será apresentado hoje aos convidados durante a solenidade que marca a entrada em operação da linha de montagem. A inauguração da Renault marca a consolidação de um investimento de R$ 1 bilhão, sendo que o governo do Estado participa do negócio como financiador de 40% deste projeto. Nos primeiros sete anos, iniciados em 1996, serão investidos R$ 650 milhões, sendo que outros R$ 350 milhões serão na a segunda fase.
Instalada num terreno de 2,6 milhões de metros quadrados, às margens da BR 277, a fábrica de São José dos Pinhais é a primeira a ser construída após 20 anos. A empresa terá 46 fornecedoras.
O diretor presidente da Renault do Brasil, Pierre Poupel, disse que a meta é contratar 2 mil funcionários, quando a empresa estiver com mais capacidade de produção. Neste primeiro ano produziremos 30 mil carros Mégane e à medida que formos aumentando o número teremos mais contratações, afirmou. A proposta da empresa é fabricar 120 mil veículos por ano a partir de 2001, o que seria a capacidade total na primeira fase do projeto, podendo atingir 240 mil unidades na segunda etapa.
Além da fábrica de automóveis, a Renault tem um segundo investimento na mesma planta industrial, que é a fábrica de motores, recém confirmada para o Estado. A capacidade total de produção será de 6 mil unidades por semana. Serão produzidos os motores 1.6L e 1L, que representam 80% das necessidades das fábricas das Renault no Mercosul. A produção de motores começará no início do ano 2000. A taxa de integração dos motores fabricados pela indústria paranaense atigirirá 70% em 2001.Arquivo FolhaMade in ParanáA linha de produção da fábrica da Renault, que já fabrica o Mégane Scénic: carros vão abastecer o mercado nacional e o MercosulCarmem Murara





