Curitiba - A Renault está preocupada em evitar a demissão de mão-de-obra qualificada, que pode lhe fazer falta no ano que vem, quando pretende lançar no mercado os novos modelos do Clio e Clio Sedan. A informação do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana é que a montadora encerrou as demissões de metalúrgicos, com a homologação de mais 30 desligamentos.
As informações sobre novas demissões na empresa estão desencontradas. Fala-se entre 110 a 123 demissões, disse Núncio Manalla, diretor do sindicato. Segundo ele, a intenção da empresa, agora, é evitar a perda do investimento que fez em mão-de-obra. ''Do contrário, poderá colocar em risco a meta de produzir 80 mil veículos em 2003'', afirmou.
O sindicalista acredita que daqui para frente devem ser demitidos os funcionários da área administrativa. Mas ele também não tem certeza disso, porque segundo informações de dentro da fábrica, esses funcionários estão sobrecarregados de serviço. ''Eu não sei bem de onde podem vir mais cortes daqui para frente'', comentou o sindicalista.
A assessoria da Renault disse que ainda não tem o número certo das demissões já feitas porque muitos funcionários não voltaram à linha de montagem porque ainda estão em treinamento.

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