Renault não garante vagas de trabalhadores
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os 298 funcionários da montadora Renault que estão com os contratos de trabalho suspensos desde 6 de janeiro devem retornar às atividades normais a partir de 6 de junho. No entanto, ainda não têm garantias que vão permanecer na empresa. O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Claudio Gramm, disse que o retorno à companhia está garantido, mas a permanência vai depender das negociações. O assunto vai ser discutido novamente em uma reunião no dia 26 de maio.
A Renault, informou através de nota, que a redução do volume de produção representa um cenário difícil. Ainda, segundo a empresa, as partes concordaram em analisar todas as possibilidades que possam se apresentar de aproveitamento de parte ou toda a mão de obra.
''Eles nos garantiram que todos os que ainda estão suspensos voltam ao trabalho no dia 6. Se houver alguma demissão, a empresa vai ter que indenizar os trabalhadores com os valores das parcelas do seguro-desemprego antecipadas pelo governo como Bolsa Qualificação'', afirmou o presidente do sindicato, Sérgio Butka. Segundo o sindicato, os trabalhadores devem voltar com o mesmo salário.
No início de janeiro, o sindicato e a Renault fecharam um acordo que suspendeu por um período de cinco meses os contratos de trabalho de 844 funcionários da linha de montagem. No período de afastamento, uma parte dos salários dos trabalhadores foi paga pela empresa e outra com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), por meio do adiantamento do seguro-desemprego.
A empresa também ofereceu aos metalúrgicos cursos de qualificação profissional com carga horária de 140 horas. O objetivo era minimizar os efeitos da crise financeira mundial, que levou a queda na produção da fábrica. Com o crescimento do setor automotivo, a partir da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a montadora reconvocou cerca de 500 trabalhadores em março para voltarem às suas funções. No decorrer de março, outros funcionários também foram chamados.


