Renault investe US$ 150 mi no Mercosul
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba O presidente da Renault, Carlos Ghosn, anunciou ontem que a empresa pretende investir US$ 150 milhões neste ano no Mercosul. Deste total, US$ 120 milhões serão para a unidade de São José dos Pinhais, localizada na Região Metropolitana de Curitiba. Os US$ 30 milhões restantes serão aplicados na Argentina, na fábrica de Córdoba.
Em março deste ano começa a produção do novo Mégane Sedan na fábrica paranaense. Para este ano também, está previsto o lançamento da perua Mégane Grand Tour mas ainda não há uma data definida para o início da produção em São José dos Pinhais. Com os novos lançamentos, a montadora pretende aumentar seu quadro de pessoal no Brasil hoje com 2.800 funcionários. A expectativa é que a unidade de São José dos Pinhais tenha 700 novos empregados até o final de 2006. Além disso, a unidade do Paraná deverá inaugurar o segundo turno de produção até o final de 2006. Os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba foram procurados para comentar os planos da montadora mas, não deram retorno até o fechamento desta edição.
Os investimentos anunciados para o Brasil devem levar a uma expansão da capacidade instalada da fábrica de São José dos Pinhais que deve passar dos atuais 35% para 45% até o final de 2006. Com isso, o volume de produção da montadora no Brasil deve chegar a 85 mil veículos até dezembro, um acréscimo de 10 mil unidades em relação a 2005.
Na França, Ghosn, anunciou um plano global de expansão para os próximos três anos. Os planos da Renault incluem o Brasil, onde a montadora lançará cinco novos modelos até 2009. Ele não deu detalhes sobre os modelos.
Hoje, a empresa produz no Brasil os modelos Clio, Scénic, Novo Mégane Sedan e o utilitário Master. A fábrica de São José dos Pinhais também produz para a Nissan os modelos Xterra e Frontier. A montadora deve lançar em 2007 o Logan, um compacto de baixo custo. A empresa tem hoje uma participação de 2,9% no mercado nacional. A meta é atingir 4% ao final deste ano e 6% até 2009.
A Renault pretende aproveitar a experiência brasileira na produção de veículos bicombustíveis para levar essa tecnologia para a Europa. A empresa estima que 50% dos carros movidos a gasolina deverão funcionar com uma mistura de gasolina e etanol até 2009.


