Carmem Murara
De Curitiba
Os trabalhadores da montadora Renault aceitaram ontem a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa e negociada nos últimos dois meses com o Sindicato dos Metalúrgicos. Eles fecharam o acordo em uma assembléia feita na porta da fábrica, em São José dos Pinhais, às 15 horas. O mesmo desfecho não foi verificado na Volkswagen/Audi e na Volvo. O acordo será apreciado e deve ser aprovado na próxima terça-feira pelos funcionários da Volvo. Na Audi, persiste o impasse.
Os sindicalistas e os representantes da Audi se reúnem novamente na quarta-feira para discutir a reposição salarial. A montadora fez uma proposta considerada ‘‘absurda’’ pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Butka. A Audi quer pagar um reajuste de 5,65%, mais um abono de R$ 750 para quem ganha até R$ 1 mil. O restante ganharia R$ 50 mais o abono. A montadora aceita ainda a criação de uma comissão de fábrica e o fim do trabalho aos sábados no próximo ano. A oferta é a pior entre as montadoras, avalia Butka. A Renault aceitou pagar 6,5% de reajuste e um abono de R$ 655. O piso salarial é de R$ 500.

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