Renault fará PIB paranaense crescer 6%
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segunda-feira, 24 de agosto de 1998
Carmem Murara 
Quando a montadora francesa Renault estiver em plena atividade no Paraná, o Produto Interno Bruto (PIB) paranaense deverá dar um salto de 6% em relação aos números totalizados no ano passado. O aumento representa um acréscimo de R$ 3 bilhões sobre os R$ 57,1 bilhões do PIB. O impacto econômico da Renault foi apresentado ontem ao governador Jaime Lerner pela empresa de consultoria Arthur Andersen, contratada pelo Instituto Paraná Desenvolvimento para fazer o trabalho.
Os consultores fizeram um estudo sobre as implicações da instalação da montadora - na Região Metropolitana de Curitiba e no interior do Estado. A análise foi elaborada com base na metodologia do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Fundação Instituto de Pesquisas. Eles definiram a geração de empregos e arrecadação de impostos.
A Arthur Andersen estimou que somente em empregos vão ser gerados 67,8 mil novos postos de trabalho. A quantidade vai desde o emprego formal na linha de montagem da Renault até o emprego informal, que pode ser o do vendedor de sanduíche na porta da indústria, afirmou o sócio-diretor da Arthur Andersen Paulo de Tarso Petroni.
A empresa Renault confirma que contratará 2,5 mil funcionários. Os outros 65,3 mil teriam de surgir ao redor da fábrica, principalmente entre as fornecedoras.
Segundo a publicação Maiores e Melhores da revista Exame, Volkswagen, Fiat, General Motors, Ford e Mercedes-Benz são responsáveis pela geração de 100,6 mil empregos. Somente a Volkswagen recolheu R$ 1,8 milhão em impostos.
Pela avaliação da empresa de consultoria, a Renault provocará uma arrecadação de R$ 2 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), até o ano de 2018, valor que desconsidera os incentivos fiscais dados pelo governo e que garantem a dilação total do ICMS.
A pesquisa da empresa de consultoria foi feita entre os meses de março e maio. Eles apresentaram um comparativo com o processo de instalação da indústria automotiva em Minas Gerais e a industrialização no País. Hoje, a Fiat responde por 10% do PIB mineiro. A produção de veículos apresenta uma taxa de crescimento de 11,3% no País.


