Renault encerra férias coletivas
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quarta-feira, 03 de julho de 2002
Denise Angelo <BR> Equipe da Folha 
Curitiba - Os 900 funcionários da fábrica da Renault em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, retornam hoje ao trabalho. Desde o dia 24 de junho eles estavam em férias coletivas. A paralisação nas linhas de produção dos veículos de passeio Clio e Scénic foi a forma encontrada pela montadora para adequar o estoque à demanda de veículos.
Ao iniciar as férias coletivas, a Renault tinha 7 mil veículos no pátio e as concessionárias da rede mantinham estoque suficiente para 30 a 35 dias, enquanto o normal é armazenar carros para um período de 20 a 30 dias. Durante os dez dias de recesso, 2,9 mil carros deixaram de ser produzidos.
Segundo a assessoria de imprensa da montadora, não estão previstas novas paralisações para este ano, da mesma forma que a empresa não pretende demitir funcionários.
Apesar do número de veículos vendidos pela Renault ter caído em 1,1 mil em maio, comparando com o mês de abril, em todo o País, a Renault manteve a sua participação no mercado brasileiro em 4,8% no primeiro semestre deste ano. Já as vendas mundiais da marca registraram um crescimento de 1,3%. Na América Latina, especialmente por causa da crise da Argentina, as vendas da Renault registratam uma queda de 12,7%.
A montadora francesa tem cerca de 3 mil funcionários em São José dos Pinhais. Em maio, foram produzidas 6.268 unidades de veículos de passeio (Scénic, Clio e Clio Sedan). Esta foi a segunda vez que a Renault concedeu férias coletivas este ano. No início do ano, o recesso foi de 55 dias.
A GM e a Fiat também deram férias coletivas no mês passado para adequar os estoques à venda. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de carros em maio caíram 17,2% em relação a maio de 2001.


