Curitiba - A retração no consumo de veículos obrigou duas montadoras no Paraná a paralisarem a produção por alguns dias. Cerca de 800 funcionários da Renault estão parados desde ontem e voltam a trabalhar na quinta-feira. A Volvo vai parar a produção de ônibus por dez dias, entre 12 e 21 de agosto, e dar férias coletivas para os 1,5 mil funcionários.
Esta é a quarta vez que a Renault, que tem fábrica em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, dá férias coletivas aos funcionários. Entre julho e agosto do ano passado, a linha de produção parou por 20 dias e no início deste ano por mais 55 dias. Dessa vez, vão deixar de ser fabricados 870 veículos modelos Clio e Scénic. A fábrica de motores e a de utilitários (furgão Renault Master e picape Nissam Frontier) funcionam normalmente. De acordo com a empresa, as férias coletivas são necessárias para adequar a produção à baixa demanda.
A Volvo, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, decidiu dar férias coletivas para diminuir o estoque de ônibus. Segundo a assessoria de imprensa da Volvo, a montadora teve um primeiro semestre muito bom, com os funcionários fazendohora extra para garantir a produção diária de 23 veículos. No segundo semestre, a produção diária baixou para 21 ônibus. A meta de produção da Volvo neste ano é de 4,3 mil a 4,5 mil veículos.
Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nuncio Mannala, as negociações com as montadoras já definiram o reajuste salarial para a data-base de setembro, o que deixa os trabalhadores mais tranquilos. ''A maioria está pagando a reposição da inflação, pelo menos'', relatou. Ele disse que o pagamento de Participações em Lucros e Resultados (PLR) deve render este ano R$ 20 milhões para 21 a 24 mil metaúrgicos.

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