Renault e Audi vão aumentar exportações
A Renault e Volkswagen/Audi estão com políticas internas voltadas ao aumento do índice de nacionalização e exportação da produção das fábricas de São José dos Pinhais. A mudança foi divulgada ontem pelos presidentes das empresas Nicolas Feil (VW/Audi) e Luc-Alexandre Ménard (Renault). A decisão de acelerar a nacionalização foi tomada após a mudança do câmbio.
A Audi, que produz uma média de 20 a 30 carros por dia, pretende aumentar de 60% para 70% o índice de nacionalização nos próximos meses, até chegar a 80% até o final de 2.000. A tendência é aumentar o conteúdo nacional para reduzir os custos, afirmou o presidente da Audi no Brasil. Feil disse ainda que as chances de exportação aumentaram com o dólar a R$ 1,70.
A intenção é vender carros não só para o Mercosul, mas para os demais países da América Latina. A estimativa é que haja uma redução das vendas para a Argentina devido à recessão interna no país. A previsão feita pela Audi era de exportar até 25% de sua produção dos carros Audi A3 e o Novo Golf, cuja fabricação foi antecipada e começou a ser feita na 1ª semana deste mês.
A Renault refez todo seu orçamento logo após a crise cambial de janeiro e colocou em suas metas o aumento da exportação. O câmbio vai facilitar exportações, só que nosso maior mercado é a Argentina que está com uma situação difícil, afirmou o presidente da Renault no Mercosul. Luc-Alexandre Ménard disse que a nacionalização dos carros Mégane Scénic e Clio 2 foi antecipada e em um ano eles terão os motores fabricados no País. A desvalorização forçou a Renault a se decidir pela da fábrica de motores no Paraná, pois isso vai reduzir o custo de importação. O lançamento da pedra fundamental da Renault será amanhã, em São José dos Pinhais. (C.M.)





