Renault demite em massa na Europa
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Reali Junior Agência Estado 
PARIS - Depois de anunciar o fechamento de sua fábrica em Vilvorde, na Bélgica, provocando o desaparecimento de 3.100 empregos, a direção do grupo Renault prepara-se para anunciar, ainda esta semana, a supressão de outros 3.000 empregos na França. A diretoria da empresa não descarta medida semelhante também na Espanha. Nestes três países europeus estão instalados os principais efetivos do grupo, com mais de 35 mil assalariados.
Conhecido como vitrine social da indústria automobilística européia, o grupo Renault poderá se transformar num grave problema social. Isso porque já está havendo uma forte mobilização sindical nos países europeus e uma primeira greve de uma hora deverá ocorrer em todas as fabricas Renault espalhadas pela Europa na próxima sexta-feira.
Os diversos sindicatos estão preparando também uma grande manifestação de rua para a próxima semana, em Paris, ocasião em que pretendem protestar contra a supressão de empregos, mas também contra a chamada deslocação ou uma certa internacionalização do grupo, fora da Europa. A empresa passou a priorizar a implantação de unidades em países da Ásia e América Latina, inclusive no Brasil (Paraná), onde serão criados 2.000 empregos.
A crise na indústria automobilística européia pode ser medida também pela queda de 25% do licenciamento de carros novos nesses primeiros dois meses do ano.


