Os metalúrgicos de Curitiba estão comemorando o acordo fechado com a montadora Renault, na última terça-feira, que indica uma tendência de se repetir nas negociações com as montadoras Audi-Volkswagen e Volvo, ainda em andamento. Os metalúrgicos da Renault conquistaram aumento real de salário que varia entre 4,5% e 23%, mais o INPC de 6,96% que repõe as perdas da inflação no período de setembro de 1999 a agosto de 2000.
Além disso, também conquistaram a redução da jornada de trabalho. A partir de agora, a jornada passa de 44 horas trabalhadas para 43 horas por semana. A empresa acenou ainda com a possibilidade de reduzir mais uma hora na jornada semanal no próximo ano. Assim, em 2001, a jornada será de 42 horas semanais e, em 2002, de 41. Em 2003, então, será atingido o limite de 40 horas por semana, conforme reivindicação das centrais sindicais. Para o economista do Dieese, Cid Cordeiro, o acordo com a montadora representa a primeira grande negociação que implanta a redução da jornada no Paraná.
De acordo com Clementino Tomas Vieira, secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana, em função desse acordo o piso salarial na montadora passa de R$ 500,00 para R$ 600,00, mais a variável de produtividade que pode atingir 20%. Com isso, o menor salário será de R$ 690,00.
Com o acordo fechado na Renault, o Sindicato dos Metalúrgicos está confiante que os acordos, em negociação, com as montadoras Audi-Volkswagem e Volvo sigam o mesmo caminho. Na Volvo não está em discussão a jornada de trabalho, porque os trabalhadores da empresa já trabalham 40 horas semanais desde 1995. A negociação está girando em torno do piso salarial, que atualmente é de R$ 550,00, cerca de 10% acima do piso que vigorou até o mês passado nas montadoras. A reivindicação do Sindicato é que o piso passe para R$ 800,00 e a empresa ofereceu R$ 600,00.
Na Audi-Volks, estão em discussão a elevação do piso de R$ 500,00 para R$ 600,00 e a redução da jornada, que hoje é de 44 horas semanais.

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