PARIS - A Renault vai criar a Divisão Mercosul, que deverá englobar todas as atividades do grupo no Brasil e Argentina. A partir de 1999 a unidade brasileira que está sendo implantada no Paraná, no município de São José dos Pinhais, deverá produzir 20 mil unidades por ano do modelo Megane, atualmente um dos carros mais vendidos na Europa. Uma das prioridades do grupo é aumentar suas vendas, não apenas na Europa, mas também os chamados mercados emergentes, especialmente da América Latina.
A criação desta divisão faz parte de uma política ampla da Renault, que inclui também a redução de custos e preços de seus produtos. Outra medida em estudos é a criação de uma central de compras juntamente com a Peugeot. Seriam adquiridas as peças standard dos dois grupos. Por exemplo, se a Peugeot decidir por sua implantação industrial no Brasil, muitos dos fornecedors que estão acompanhando a Renault ao Brasil poderão também fornecer peças para sua concorrente.
A Renault está reduzindo efetivos e deve cortar cerca de 3 mil postos de trabalho a partir de 1998. Segundo seu presidente, Louis Schweitzer, a competitivade da empresa estará a serviço do seu crescimento. Essa estratégia prevê uma queda de custos que permita a redução dos preços (os carros franceses são os de custos mais elevados da Europa).
As perdas no ano passado chegaram perto de US$ 1 bilhão, e neste fim de semana Schweitzer anunciou a 500 executivos do grupo que o objetivo será economizar 20 bilhões de francos (US$ 4 bilhões) até o ano 2000, a metade sobre suas compras atuais.

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