Curitiba A montadora Renault vai responder até o próximo dia 26 se concorda em organizar uma comissão de saúde junto com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba para analisar casos de ex-funcionários com suspeita de Doenças Ocupacionais Relacionadas pelo Trabalho (DORT). Representantes da montadora estiveram reunidos ontem na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) em Curitiba, a pedido do sindicato, que critica a forma como alguns trabalhadores foram demitidos.
De acordo com o diretor de Saúde do sindicato, Núncio Mannala, há 15 pessoas com suspeita de DORT que foram demitidas pela Renault, que tem fábrica em São José dos Pinhais, RMC. ''O sindicato tem dúvidas de que essas pessoas foram demitidas regularmente, já que aparentam ter doenças'', afirmou. Segundo ele, a intenção do sindicato é criar uma comissão com a participação do INSS)e com o Centro Médico de Atendimento de Saúde do Trabalhador (CMAST), do governo do Estado.
Segundo o delegado sindical Robson Vieira da Silva, a montadora tem um comitê de saúde, mas ele não é utilizado corretamente. ''Funciona apenas como fachada, uma maneira da Renault se proteger. A empresa não usa o comitê como ferramenta para avaliar o funcionário'', criticou. Segundo a Renault, o comitê interno de sa© úde é reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho como um serviço de qualidade.

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